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Título: As literaturas afro-brasileira e angolana na escola
Última alteração: 2025-03-07
Resumo
Brasil e Angola podem ser consideradas nações irmãs, haja vista algumas semelhanças no que diz respeito aos processos de identificação cultural, tendo em vista que as suas formações enquanto Estado estão pautadas num passado histórico em comum, traçado pela colonização portuguesa, responsável pelo tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. Este elo se estende pelo uso da língua portuguesa imposta pelo colonizador, que foi expandida com vocabulários, ontologias, saberes e ritmos das línguas dos outros povos que participaram dessa formação. Para além do elo do passado e da língua em comum entre eles, há uma paridade na presença da colonialidade do saber e do poder que se manifesta em diversos âmbitos da sociedade, incluindo os currículos escolares. O período colonial, nos dois países, foi marcado por uma estrutura pautada no racismo e no eurocentrismo. Os efeitos de séculos de colonização podem ser mensurados nos campos social e cultural. Tendo como foco a literatura, este trabalho visa refletir sobre a inserção da literatura de autoria negra (angolana e afro-brasileira) no espaço escolar, sob a perspectiva de uma educação decolonial e antirracista. Trata-se de um recorte do trabalho desenvolvido no âmbito do projeto de extensão “Brasil e Angola: um olhar reflexivo para a educação decolonial por meio da literatura afro-brasileira e angolana”. Como fundamentação teórica lançamos mão da teoria pós-colonial e das ferramentas de análise formal da teoria literária e da crítica sociológica. A partir da leitura e discussão, em reuniões do grupo, da bibliografia selecionada, posteriormente comporemos o roteiro do documentário. Até o momento, foram realizadas leituras no âmbito da crítica literária sobre obras das literaturas afro-brasileira e angolana, bem como sobre o ensino da literatura
Palavras-chave
Literatura; Afro-Brasileira; Angolana; Escola