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Uso da bactéria Desulfotomaculum nigrificans para o tratamento biológico de efluente proveniente da indústria de urucum.
Última alteração: 2023-10-31
Resumo
O Brasil produz cerca de 14.000 toneladas anuais de sementes de urucum e, para cada tonelada, geram-se 2.500 litros a uma concentração de íons sulfato da ordem de 30.000 mg/L. Este íon é tóxico para o meio ambiente e antes de ser lançado na rede coletora de esgoto precisa ser removido ou reduzido. A remoção por processo biológico, com a utilização de microrganismo, é um processo barato. Portanto, esta pesquisa estudou a remoção de sulfatos dos efluentes da indústria de urucum utilizando a bactéria Desulfotomaculum nigrificans pertencente ao gênero das bactérias redutoras de sulfato. Para tanto, inoculamos a bactéria no efluente puro nos pHs 2,5 e 7 e incubamos em jarra de anaerobiose por 48 horas a 55°C. Em um segundo experimento, adicionamos meio de cultivo Desulfovibrio (DM) na proporção 1:1( v:v), pHs 2,5 e 7, ao efluente e incubamos por 15 dias a 55°C em jarra de anaerobiose. A bactéria não foi capaz de reduzir o íon sulfato no efluente puro nos diferentes pHs. Em uma das amostras onde foi adicionado meio de cultivo, cujo pH era 7, houve uma diminuição pequena (controle: 88,67; amostra inoculada: 81 mg/L em uma das amostras). Esses resultados mostram que a adição de nutrientes parece ser um fator imprescindível para ação do microrganismo no efluente da indústria de urucum.
Palavras-chave
Sulfato; Urucum; Desulfotomaculum nigrificans
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