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MATERNIDADE COMPULSÓRIA E IDENTIDADE SOCIAL FEMININA
Última alteração: 2023-11-06
Resumo
Compreender a maternidade como construção social e histórica permite captar a dinâmica dos papéis de gênero e as representações valorativas a eles atribuídas numa sociedade marcada pela desigualdade estrutural entre homens e mulheres. Partindo do relato de Sue Klebold em sua obra autobiográfica O acerto de contas de uma mãe, a presente pesquisa tenta dar conta da maneira como nela é representada a maternidade, assim como em obra ficcional que a ela remete, o longa-metragem estadunidense Precisamos falar sobre Kevin, dirigido por Lynne Ramsay. Pretende-se analisar ambas as produções a partir de três abordagens teórico-conceituais: a perspectiva histórica de Elisabeth Badinter em O mito do amor materno; a microssociologia de Erving Goffman, em especial os conflitos entre identidade social virtual e identidade social real; e as discussões contemporâneas acerca da maternidade compulsória, realizadas por pesquisadoras do campo das comunicações a partir de pesquisas empíricas sobre discursividades e performances de jovens mães em redes sociais digitais diversas. A intenção é buscar compreender como as duas obras selecionadas problematizam uma visão hegemônica da maternidade a partir de uma situação extrema de violência - e o potencial crítico dessas representações.
Palavras-chave
maternidade; identidade social; relações de gênero; representações sociais
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